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Aliados de Trump planejam secessão inédita no Canadá para 2026
OTTAWA, Canadá – Um grupo separatista canadense agitou a diplomacia norte-americana ao solicitar apoio direto de Donald Trump para viabilizar um referendo de independência previsto para 2026, acirrando tensões entre os dois países.
- Em resumo: Líderes do movimento se reuniram com assessores de Trump e querem que Washington reconheça a nova nação caso a consulta popular seja aprovada.
Por que o pedido a Trump muda o jogo
Segundo reportagens locais, emissários do movimento – apelidado de “Wexit” – estiveram em Washington nas últimas semanas em busca de legitimidade internacional. A investida ocorre enquanto pesquisas apontam que movimentos separatistas têm crescido conforme dados de participação cívica apurados pelo Statistics Canada.
Diplomatas canadenses classificam a aproximação como “interferência externa”, lembrando que Ottawa sempre rechaçou apoio estrangeiro em plebiscitos internos. A Casa Branca, por sua vez, não comentou oficialmente.
“Foram encontros de alto nível para garantir reconhecimento imediato, caso vençamos nas urnas”, disse um dos organizadores em condição de anonimato.
Raízes históricas e riscos para a federação
Embora a província envolvida não tenha divulgado detalhes do território que pretende separar-se, o Canadá carrega um passado de consultas sobre autodeterminação: o Quebec rejeitou a ruptura por margem estreita em 1995, e a Suprema Corte determinou em 1998 que qualquer secessão deve respeitar negociações bilaterais e a Clarity Act de 2000.
Economistas alertam para o impacto fiscal: a região separatista responde por cerca de 15 % do PIB canadense, volume comparável ao gerado pela província de Alberta. Caso o divórcio avance, acordos sobre petróleo, defesa de fronteiras e até rotas de exportação para os EUA teriam de ser reescritos.

Analistas em Washington veem ainda implicações para a eleição presidencial de 2024. O apoio público de Trump ao plebiscito pode mobilizar sua base nacionalista e tensionar a relação histórica de livre-comércio do NAFTA, já reformulado em 2020.
O que você acha? A influência de líderes estrangeiros em plebiscitos deve ser limitada ou faz parte do jogo geopolítico? Para mais análises internacionais, visite nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
