Amanda Peet expõe hipocrisia de Hollywood após câncer
Los Angeles/EUA – Recém-diagnosticada com câncer de mama, a atriz Amanda Peet denunciou a postura “silenciosa e oportunista” de estúdios e agentes, alegando falta de apoio profissional durante o tratamento, o que reacende um debate sensível sobre como Hollywood descarta mulheres quando adoecem.
- Em resumo: Peet afirma que grandes produtores a “invisibilizaram” após saberem da doença.
Indústria prefere lucros ao cuidado?
Sem citar nomes, a atriz contou que propostas de trabalho desapareceram logo após seu diagnóstico, sinal de que a lógica do star system ainda pune quem foge do padrão de “perfeita disponibilidade”. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, uma em cada oito mulheres terá câncer de mama ao longo da vida, o que torna a experiência de Peet longe de ser caso isolado.
Especialistas em diversidade apontam que a repercussão pode pressionar estúdios a adotar cláusulas de proteção a artistas em tratamento, prática comum apenas em contratos de atletas de elite.
“O câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres no mundo e deve ser tratado como questão de saúde pública e também de direitos no trabalho.” — Dados do INCA.
Impacto para carreira e representatividade
Historicamente, atrizes acima dos 40 anos já enfrentam redução de papéis. Com um diagnóstico de saúde grave, o risco de marginalização aumenta. Em 2023, estudo da University of Southern California mostrou que apenas 2% dos papéis principais em blockbusters foram dados a mulheres com mais de 50 anos.

Nos Estados Unidos, leis trabalhistas garantem afastamento médico, mas contratos de imagem costumam conter cláusulas que permitem rescisão por “impossibilidade de cumprimento”, brecha que, segundo advogados de entretenimento, pode estar sendo usada contra Peet.
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Crédito da imagem: Divulgação
