São Paulo – Em coletiva recente, Anitta, 33, confidenciou que seu novo álbum de temática religiosa consumiu o orçamento mais alto que já desembolsou em toda a trajetória musical, eclipsando hits internacionais que a levaram ao topo do streaming.
- Em resumo: Projeto espiritual supera em custos os trabalhos que projetaram Anitta ao mercado global.
Culminar de uma década: por que o valor disparou?
A cantora afirmou que, apesar de já ter bancado produções milionárias, “este ultrapassou qualquer limite”. A informação surge num momento em que a indústria fatura, em média, US$ 4,6 bilhões ao ano só com o formato álbum, segundo relatório da Variety. Nesse cenário, investir pesado pode significar maior controle artístico e royalties integrais, estratégia comum a artistas independentes.
Fontes próximas à produção indicam gravações em estúdios de Los Angeles, orquestra sinfônica na pós-produção e vídeos gravados em locações históricas, fatores que encarecem o processo. O resultado, segundo Anitta, “precisava refletir a grandiosidade da fé retratada”.
“Sempre investi muito, mas este álbum religioso foi, de longe, o mais caro”, destacou a artista ao ser questionada sobre o montante.
Mercado gospel em ascensão e impacto na carreira
Dados da Associação de Música Cristã mostram alta de 22 % nas execuções de faixas religiosas no Brasil em 2023, sinal de público fiel e poder de consumo. Especialistas lembram que trabalhos com viés espiritual costumam atrair diferentes faixas etárias, ampliando a base de fãs e, consequentemente, a receita de shows e merchandising.
Para Anitta, a mudança também dialoga com episódios de sua vida pessoal: a cantora já citou a influência do candomblé na construção artística e, agora, expande o debate ao flertar com sonoridades litúrgicas. Se o risco financeiro é alto, o retorno em branding pode ser ainda maior, consolidando a imagem de uma artista versátil.
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