ANP destrava perfuração da Petrobras após vazamento de lama
RIO DE JANEIRO – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a reiniciar, ainda neste mês, a perfuração do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, interrompida em 6 de janeiro depois do vazamento de fluido de perfuração.
- Em resumo: Perfuração volta, mas só após troca completa das vedações e treinamento extra da equipe.
Por que a operação foi suspensa?
O poço, perfurado a 175 km da costa do Amapá por meio do navio-sonda ODN II, perdeu lama de perfuração em duas linhas auxiliares. Apesar de o fluido ser à base de água e baixa toxicidade, a estatal interrompeu o serviço para recolher e avaliar a tubulação.
Segundo dados do IBGE, a Margem Equatorial, onde se situa a Foz do Amazonas, pode elevar em até 23 % a produção nacional quando plenamente desenvolvida, o que explica a pressão por retomada rápida.
“Concluiu-se não haver óbice ao retorno das atividades de perfuração”, registrou o ofício da ANP enviado à Petrobras.
Impacto econômico e ambiental
Além da troca de todos os elementos de vedação, a ANP exigiu reciclagem operacional para cada trabalhador envolvido, refletindo a escalada de rigor em segurança depois do acidente da plataforma P-36 em 2001, que redefiniu protocolos no setor brasileiro.

Ambientalistas contestam a retomada. O IBAMA, que já havia licenciado a campanha, informou ter sido avisado do incidente e reiterou que não houve petróleo no mar. Na região, vivem espécies raras de corais mesofóticos; por isso, qualquer falha adicional pode reforçar movimentos no Congresso para endurecer a legislação de exploração em águas profundas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Framephoto
