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Antonio Adolfo, 79, reimagina clássicos de Carnaval em álbum jazz
Rio de Janeiro – O pianista e arranjador carioca Antonio Adolfo, que completou 79 anos em 10 de fevereiro, revisita sambas, marchas e frevos no álbum “Carnaval – The songs were so beautiful”, lançado em julho de 2025, dando às melodias tradicionais contornos do jazz sem rasgar a memória afetiva das canções.
- Em resumo: Adolfo transforma clássicos como “É com esse que eu vou”, “Vassourinhas” e “Vai passar” em interpretações instrumentais com atitude jazzística.
Como o álbum trabalha as referências
O álbum reúne um octeto afinado — Danilo Sinna (sax alto), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Jorge Helder (baixo), Marcelo Martins (flauta e sax tenor), Rafael Barata (bateria e percussão), Rafael Rocha (trombone) e Ricardo Silveira (guitarra) — que acompanha Adolfo ao remodelar harmonias mantendo as melodias reconhecíveis.
As canções escolhidas percorrem décadas do cancioneiro carnavalesco (de “Mal me quer”, 1940, a “Vai passar”, 1984). Para entender a preservação desse acervo musical, veja registros históricos no acervo da Biblioteca Nacional.
“Mesmo fazendo música instrumental, o pianista parece estar atento ao sentido das letras, rasgando a fantasia de alegria que envolve tradicionalmente ‘Mal me quer’…”
Por que isso importa para o ouvinte
Mais do que um exercício de virtuosismo, o disco de Adolfo atua como ponte entre memória e reinvenção: imprime romantismo jazzy em marchas melancólicas e mantém a cadência extrovertida dos sambas quando preciso.

A capa, assinada por Elifas Andreato (1946–2022), completa a proposta afetiva do projeto, reforçando que o álbum resiste além dos dias de folia para quem busca repertório que mistura tradição e liberdade do jazz.
O que você acha? Essa releitura dá nova vida aos clássicos do Carnaval ou altera demais as referências? Para mais conteúdo sobre música e cultura, acesse nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação
