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segunda-feira, março 30, 2026

Antônio Carlos & Jocafi voltam 50 anos depois com álbum em LA

Antônio Carlos & Jocafi voltam 50 anos depois com álbum em LA

Los Angeles (EUA) – A lendária dupla baiana Antônio Carlos & Jocafi agendou para 3 de abril o lançamento de “Antonio Carlos & Jocafi – Jazz Is Dead 26”, disco de nove faixas gravado na Califórnia com os produtores norte-americanos Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad, nomes por trás da elogiada série “Jazz Is Dead”. O trabalho marca a primeira coleção totalmente inédita dos artistas em meio século de carreira e recupera a força autoral que os consagrou nos anos 1970.

  • Em resumo: Álbum une o suingue afro-baiano à estética soul-jazz de LA e chega em LP, CD e streaming.

Por que a parceria com ‘Jazz Is Dead’ importa

A série criada por Younge e Muhammad – este último cofundador do A Tribe Called Quest – celebra lendas da música mundial. Segundo dados da União Brasileira de Compositores, colaborações internacionais impulsionam em até 30 % a receita de direitos autorais para artistas brasileiros, tendência que o novo álbum deve reforçar.

Gravado no Linear Labs Studios, o disco traz participações do percussionista Gibi dos Santos e do baterista Marcelo Bucater Checchia, além dos múltiplos instrumentos tocados por Younge. Duas faixas já estão no ar: “Rala-bucho”, liberada em 6 de janeiro, e “Tá com medo por quê?”, disponibilizada em 27 de janeiro com crítica direta ao racismo.

“Essa música foi escrita depois que conhecemos o Adrian. Conversamos muito sobre o racismo nos Estados Unidos, e ‘Tá com medo por quê?’ é uma forma de lutar contra isso”, define Antônio Carlos.

Do sucesso nos anos 1970 ao streaming de 2024

Responsáveis por hits como “Você Abusou” e “Desacato”, Antônio Carlos & Jocafi voltaram aos holofotes na última década graças à citação constante de suas composições em samples de rap e à parceria com a BaianaSystem, que os apresentou a Younge e Muhammad.

Além das canções já divulgadas, o repertório inclui “Amigo Adrian”, “Bacaxá”, “Canarin da Alemanha”, “Loca Pasión”, “Menina do Tororó”, “Nunca Mais” e “Quixodó”. O duo aposta no mercado físico – LP e CD – para colecionadores, mas mira também as plataformas digitais, que, segundo o IFPI, responderam por 67 % da receita global da música em 2023.

O que você acha? A volta da dupla pode inspirar novas cooperações entre gerações da MPB? Para mais conteúdos de cultura pop, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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