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Anvisa bane azeite San Olivetto após origem fantasma
Brasília – Na última segunda-feira (16), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata e a retirada de circulação de todos os lotes do azeite extra virgem San Olivetto, após constatar que o produto circulava com origem desconhecida e empresas fantasmas na cadeia de importação e distribuição.
- Em resumo: Importadora tem CNPJ suspenso desde 2025 e distribuidora encerrou atividades em 2024.
Por que a Anvisa agiu tão rápido?
O alerta surgiu quando fiscais cruzaram dados do rótulo com a Receita Federal e descobriram que a Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda, listada como importadora, está com cadastro suspenso desde 22 de maio de 2025. Já a Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, apontada como distribuidora, foi baixada em 6 de novembro de 2024. Ao não localizar plantas industriais ativas, a agência concluiu haver risco sanitário imediato.
Operações similares tornaram-se frequentes: segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária, 7 em cada 10 lotes reprovados de azeite em 2025 apresentavam rotulagem fraudulenta ou adulteração com óleos mais baratos.
“Não é possível confirmar a verdadeira procedência do produto”, registrou a decisão publicada no Diário Oficial da União.
Risco real ao bolso e à saúde do consumidor
Fraudes em azeites não afetam apenas o sabor: a mistura com óleos de soja ou algodão oxida mais rápido, podendo liberar compostos nocivos se aquecido acima de 180 °C. Além disso, o consumidor paga até 300% a mais por um produto que não entrega os benefícios cardioprotetores do verdadeiro azeite de oliva, apontados em estudos da Universidade de Harvard.
O Decreto-Lei nº 986/1969 e a RDC nº 727/2022 preveem multas que chegam a R$ 1,5 milhão para quem comercializa alimentos fora dos padrões. A Anvisa orienta que o público verifique o CNPJ no rótulo e desconfie de preços muito abaixo da média — em 2026, o litro do azeite legítimo importado custou, em média, R$ 42, segundo o IBGE.
O que você acha? Você costuma checar a procedência antes de colocar o produto no carrinho? Para mais análises sobre segurança alimentar, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
