Aos 35, ator de Game of Thrones morre após batalha contra ELA
Londres, Reino Unido – A cena cultural britânica amanheceu de luto na última quarta-feira (8) com a confirmação da morte de Michael Patrick, 35 anos, figurante em “Game of Thrones” e vencedor do The Stage Awards no teatro.
- Em resumo: o artista convivia com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) desde 2023 e teve a morte anunciada pela esposa nas redes sociais.
Da fantasia de Westeros ao palco premiado
Nascido Michael Campbell, o ator adotou o nome artístico Michael Patrick e ficou marcado por uma aparição no 7º episódio da 6ª temporada de “Game of Thrones”. Apesar da participação breve na série da HBO, foi no circuito teatral que ele ganhou projeção, levando o cobiçado The Stage Awards em 2025 pela montagem “A Tragédia de Richard III”.
Segundo entrevista à BBC na época da premiação, Patrick explicou que adaptou o clássico de Shakespeare para incluir um protagonista recém-diagnosticado com doença terminal, ecoando sua própria realidade. Dados do NHS britânico indicam que a ELA atinge cerca de 5 mil pessoas no Reino Unido, com sobrevida média de três a cinco anos após o diagnóstico.
“Mudamos a história para que, no início da peça, Richard receba a informação de que tem uma doença terminal, algo como ELA”, afirmou Patrick em 2025.
Entenda a Esclerose Lateral Amiotrófica
A ELA é uma enfermidade neurodegenerativa que compromete gradativamente os neurônios motores, levando à perda do controle muscular. Pesquisas publicadas pela Associação de Doenças do Neurônio Motor mostram que o tempo médio para fechar o diagnóstico é de 11 meses, já que não existe exame laboratorial definitivo. No Brasil, estimam-se 12 mil casos ativos da condição, de acordo com dados compilados pela Academia Brasileira de Neurologia.

Sem cura até o momento, o tratamento foca em retardar a progressão e garantir qualidade de vida. Avanços recentes incluem terapias gênicas em estudo e dispositivos de comunicação alternativa, fatores que Michael Patrick chegou a mencionar como “ferramentas de resistência artística” em entrevistas no ano passado.
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Crédito da imagem: Divulgação