- Condenado por homicídio flagrado com arsenal e 5 kg de drogas
- Quinto preso por execução de secretário diante do filho
- Rompimento inunda UTI recém-inaugurada do IJF e gera alerta
- Vira-lata do CE enfrenta 13°C e conquista ruas calmas da Suíça
- Choque fatal na CE-265: mecânico de 37 anos encontrado sem vida
Rio de Janeiro (RJ) – Fernanda Abreu provou que o “veneno da lata” continua potente ao estrear, em 11 de abril de 2026, o show que marca os 30 anos do álbum “Da Lata” no Vivo Rio, dentro do Queremos! Festival. A apresentação, que terá transmissão pela Band, driblou problemas de microfonia e transformou a casa em pista de dança ao mesclar samba-funk, R&B e rap carioca.
- Em resumo: Álbum de 1995 ganhou releitura visual e sonora, coro do público e gran finale com “É Hoje” em batida funk.
Por que o repertório ainda soa atual
Lançado em 1995, “Da Lata” consolidou a mistura de funk carioca com batidas pop. Três décadas depois, a base rítmica segue em linha com o crescimento de 17% do streaming de funk latino em 2025, segundo levantamento da Variety.
No palco, Fernanda reuniu veteranos como Billy Brandão (guitarra) e Tuto Ferraz (bateria), além do dançarino Che Leal, para recriar hits como “Garota Sangue Bom” e “Babilônia Rock”. A plateia assumiu os refrões, transformando o show em grande karaokê coletivo.
“Se o Brasil é o país do suingue, o Rio é a capital do balanço”, lembrou a cantora antes de emendar “Rio 40 Graus”.
Impacto cultural e números que explicam o fenômeno
De 1995 a 2024, o share de artistas mulheres no topo das paradas brasileiras saltou de 12% para 28%, de acordo com a pesquisa “Women in Music” do Fórum Brasileiro de Música. Fernanda, hoje com 64 anos, foi peça-chave nesse avanço ao inserir temática urbana e feminista no pop dançante.

O show também resgata o diálogo entre escola de samba e funk. A releitura de “É Hoje”, samba-enredo de 1982, reforça a tendência de fusões rítmicas que dominam festivais atuais, lembrando que o mercado de música ao vivo movimentou R$ 2,5 bilhões em 2023, segundo dados do IBGE para setor de eventos.
O que você acha? O samba-funk noventista merece mais espaço nos palcos atuais? Para conferir outras coberturas de música pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
