Santana de Parnaíba (SP) – A morte de Oscar Schmidt, nesta sexta-feira (17), encerra a trajetória do maior cestinha da história olímpica e mobiliza o país: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o ídolo “uniu o Brasil em torno das quadras”.
- Em resumo: Lenda do basquete falece aos 68 anos e recebe homenagem presidencial que ressalta seu poder de mobilização nacional.
Arremessos que atravessaram gerações
Com 1.093 pontos em cinco Olimpíadas, Oscar permanece como o maior pontuador dos Jogos, segundo o FIBA Hall of Fame. Do título da Copa William Jones, em 1979, ao recorde de 55% de aproveitamento nos chutes de três, ele personificou obstinação e técnica refinada.
Em 2003, a despedida oficial das quadras não diminuiu o carinho do público. Pelo contrário: palestras motivacionais lotaram ginásios e ampliaram o alcance de sua voz contra o câncer cerebral, doença que enfrentou por 15 anos.
“Dedicação que elevou o nome do país e inspirou gerações”, destacou Lula em nota de pesar nas redes sociais.
Do luto à herança esportiva
Natural de Natal, o “Mão Santa” foi responsável por 49 dos 120 pontos do histórico triunfo sobre os Estados Unidos em Indianápolis-1987, partida que até hoje figura entre as maiores zebras do basquete mundial. No Brasil, a partida impulsionou a criação de escolinhas e fez o consumo de material esportivo crescer 30% em dois anos, de acordo com dados da antiga Confederação Brasileira de Basquete.
A repercussão de sua morte reacende o debate sobre investimento na base: o país, que detém 25 milhões de praticantes ocasionais, destina menos de 0,05% do orçamento federal ao basquete, percentual inferior ao de vizinhos como a Argentina.
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