Rio de Janeiro (RJ) - Aos 83 anos, Paulinho da Viola chega a um marco que poucos gigantes da música alcançam: completou 30 anos sem lançar um álbum de estúdio com faixas inéditas, mesmo assim segue lotando casas de show com a turnê “Quando o samba chama”, que passou pelo Qualistage em 18 de abril de 2026.
- Em resumo: Último disco inédito é de 1996; artista aposta exclusivamente nos palcos para renovar o público.
Por que três décadas longe do estúdio?
Desde “Bebadosamba” (1996), o carioca não grava composições novas em estúdio. Segundo especialistas ouvidos pela revista Variety, intervalos tão longos ocorrem quando a obra já está consolidada e o risco de comparação cresce exponencialmente.
Paulinho, que também é marceneiro, trata cada canção como peça de ourivesaria. Fontes próximas afirmam que ele teme “macular” um catálogo tido como impecável — preocupação comum entre veteranos com legado reconhecido pelo público e pela crítica.
“Do primeiro álbum solo, ‘Paulinho da Viola’ (1968), ao ‘Bebadosamba’ (1996), não há títulos menores na discografia de estúdio do artista.”
Palcos continuam lotados — e rentáveis
Embora as plataformas de streaming impulsionem novos lançamentos, os shows ainda representam 66% da renda do setor musical brasileiro, de acordo com dados do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Paulinho conhece bem essa matemática: somente em 2025, sua turnê comemorativa “Paulinho da Viola 80 anos” registrou média de 95% de ocupação.
Além disso, o sambista atualiza o repertório ao vivo com canções inéditas que não chegam ao formato físico ou digital, estratégia que mantém a expectativa dos fãs sem comprometer o histórico de estúdio. A decisão se mostra eficaz: ingressos esgotados, bilheterias robustas e crítica unânime, reafirmando-o como guardião moderno do samba e do choro.
O que você acha? Paulinho deve voltar ao estúdio ou permanecer apenas nos palcos? Para mais conteúdos de música e cultura pop, acesse nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação
