BRASÍLIA – A pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (11) expôs uma disputa presidencial milimétrica: Flávio Bolsonaro tem 46% das intenções no 2º turno contra 45% de Lula, diferença dentro da margem de erro que transforma cada voto em item de luxo na corrida pelo Planalto.
- Em resumo: Vantagem de 1 ponto coloca as campanhas em estado de alerta máximo.
Entenda a virada dos números
No 1º turno, Lula ainda lidera com 39%, seguido por Flávio com 35%; Ronaldo Caiado (5%) e Romeu Zema (4%) aparecem distantes. A margem de erro do levantamento, de 2 pontos percentuais, torna o cenário estatisticamente indefinido, segundo especialistas.
Analistas veem nos percentuais um crescimento contínuo da direita, que, desde a eleição de 2018, raramente esteve tão próxima de superar o petismo em pesquisas Datafolha.
“Quando a distância cai para dentro da margem, qualquer movimento mínimo de opinião pública decide o jogo”, apontou a nota técnica do instituto.
O fator Camilo e as cartas na manga
Nos bastidores do PT, interlocutores citam o ministro da Educação, Camilo Santana, como possível opção para oxigenar a chapa, caso a curva de Lula siga descendente. Embora o partido não confirme, a troca já foi utilizada em 2014, quando o então candidato Eduardo Campos foi sucedido por Marina Silva.

O Tribunal Superior Eleitoral permite substituições até 20 dias antes do pleito; em 2022, oito candidaturas majoritárias foram alteradas sob essa regra, revelam dados compilados pelo TSE.
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