Milton Keynes, Reino Unido – O início turbulento da temporada 2026 da Fórmula 1 deixou Max Verstappen com meros 12 pontos após três provas, longe dos 58 de Kimi Antonelli, mas o holandês da Red Bull mantém viva a chance matemática de brigar pelo tetracampeonato.
- Em resumo: Sem pódio, Verstappen critica o regulamento técnico e admite repensar o futuro, enquanto analistas lembram viradas históricas.
Entenda por que 46 pontos não selam o destino
Embora pareça abismo, a diferença atual já foi superada em outros anos. Em 2017, Lewis Hamilton descontou 43 pontos sobre Sebastian Vettel ao longo de 12 corridas e levou o título. O próprio Verstappen tirou 32 pontos de Charles Leclerc em 2022. Segundo dados da Federação Internacional de Automobilismo, o calendário de 24 etapas oferece 672 pontos em jogo, mantendo a disputa aritmética aberta.
Neste início, porém, o RB22 sofre com degradação de pneus e falta de velocidade em reta, limitações que a equipe tenta corrigir com atualizações previstas para o GP de Imola.
“Eu não fico mais chateado ou frustrado com o que está acontecendo… Há muita coisa para eu resolver pessoalmente”, declarou o tricampeão, sugerindo até rever seus planos além de 2026.
Críticas ao carro e eco na regra de 2026
Verstappen aponta o atual pacote aerodinâmico como “pouco prazeroso de guiar” e culpa o regulamento introduzido em 2026. A queixa ecoa no paddock: pesquisas internas da Associação dos Pilotos revelam que 64 % consideram os carros pesados demais.
Especialistas lembram que, desde 2010, quem larga a quarta etapa fora do top-3 de construtores venceu o campeonato em quatro ocasiões. Ou seja, estatisticamente, uma reviravolta não é improvável. Tudo depende do ritmo de desenvolvimento: a Red Bull precisa reduzir meio segundo por volta até o meio do ano para retomar o controle.
O que você acha? Verstappen ainda vira esse jogo ou 2026 já tem favorito? Para mais análises de velocidade e estratégia, acesse nossa editoria de Esporte.
Crédito da imagem: XPB Images