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Após 350 detidos, MP barra 4 torcidas de entrar em estádios
Fortaleza/CE – O Ministério Público do Ceará (MPCE) suspendeu nesta terça-feira (10) quatro torcidas organizadas dos clubes Ceará e Fortaleza por cinco jogos oficiais, reação imediata aos violentos confrontos que deixaram mais de 350 detidos na capital cearense no último domingo (8).
- Em resumo: torcidas TOC, MOFI, Bonde da Aliança e Força da Galera ficam fora dos estádios e proibidas de exibir faixas ou instrumentos.
Como a punição afeta os próximos clássicos
Durante o período de suspensão, integrantes dos grupos não poderão ingressar nos estádios, portar adereços ou tocar instrumentos nos setores onde costumam se concentrar. De acordo com o MPCE, o descumprimento pode levar ao banimento por tempo indeterminado, sanção prevista no Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003).
Um mapeamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que brigas de torcidas representam quase 10% dos casos de lesão registrados em eventos esportivos no país, o que explica a adoção de medidas cada vez mais rígidas pelos Ministérios Públicos estaduais.
“A medida tem caráter preventivo e educativo. O objetivo é coibir novas ocorrências de violência e reforçar a segurança nos eventos esportivos”, ressaltou o MPCE ao comunicar a decisão à Federação Cearense de Futebol.
Prisões em massa e investigação de facções
Dos 354 detidos nos tumultos que antecederam o Clássico-Rei, 231 adultos tiveram a prisão preventiva decretada e 12 adolescentes receberam medida socioeducativa de liberdade assistida. A Polícia Civil ainda analisa imagens para identificar outros envolvidos.
Paralelamente, o MPCE apura mensagens atribuídas a uma facção criminosa que teria ordenado o fim das brigas entre torcidas para evitar o aumento da presença policial nas comunidades. A suposta intimação já levou dois ex-presidentes de torcidas rivais a anunciarem renúncia pública.

Especialistas lembram que a articulação criminosa reforça o alerta histórico: desde 2010, investigações nacionais indicam que facções utilizam torcidas organizadas como porta de entrada para aliciar jovens, cenário que demanda integração entre Justiça Desportiva e órgãos de segurança.
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Crédito da imagem: Reprodução
