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Após 60 anos, ‘Os afro-sambas’ vira show e disco de Sacramento
Rio de Janeiro (RJ) – O cantor Marcos Sacramento e o violonista Zé Paulo Becker estreiam em 5 de março, na casa Manouche, um show dedicado ao álbum Os afro-sambas de Baden e Vinicius, de 1966, e transformam a apresentação em disco: um álbum de estúdio assinado pela dupla será lançado no primeiro semestre de 2026, com participações da MPB.
- Em resumo: Show estreia em 5 de março no Rio; o registro em estúdio chega ainda no primeiro semestre de 2026.
Entenda a dinâmica: repertório e homenagem
O projeto reúne o repertório do disco de 1966 e traz afro-sambas que ficaram fora do LP original, como “Berimbau” e “Consolação”. A iniciativa amplia a circulação de um título que ajudou a consolidar o diálogo entre ritmos de matriz africana e a canção popular brasileira.
Para contextualizar a importância histórica do trabalho, veja a história do álbum e sua influência na música brasileira.
“O álbum ‘Os afro-sambas de Baden e Vinicius’ consolidou o gênero musical exposto no título do disco ao apresentar repertório majoritariamente inédito composto por Baden Powell com Vinicius de Moraes.”
Contexto e impacto
Gravado originalmente entre 3 e 6 de janeiro de 1966, o LP contou com arranjos de César Guerra-Peixe que privilegiaram percussões de inspiração nos terreiros de Candomblé. Esse formato ajudou a reafirmar a presença da matriz africana na estética da música popular do país.

Quase seis décadas depois, a releitura por Sacramento e Becker — artista fluminense e violonista carioca que já colaboraram em 2012 no álbum Todo mundo quer amar — sinaliza não só celebração, mas renovação: novos arranjos, vozes e convidados da MPB podem reintroduzir essas canções a audiências jovens e aos fãs de longa data.
O que você acha? Esta reinterpretação pode reacender o interesse pelas raízes afro-brasileiras na MPB? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
