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Após 7 meses, ANP isola sítio no CE por possível petróleo
Tabuleiro do Norte/CE – Sete meses depois de ser alertada, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) determinou o isolamento do sítio onde o agricultor Sidrônio Moreira viu jorrar um líquido escuro ao perfurar o solo em novembro de 2024. A ação, realizada nesta quinta-feira (12/03/2026), reforça o risco de contaminação e marca o início oficial da investigação federal.
- Em resumo: Técnicos afastaram curiosos, proibiram novas coletas e só voltarão com laboratório móvel para confirmar se há petróleo.
Por que a ANP mandou isolar a área?
Segundo os agentes, o material pode conter compostos inflamáveis e tóxicos. A recomendação segue protocolo usado em poços não catalogados próximo à Bacia Potiguar, segunda maior produtora do Nordeste. Qualquer manuseio inadequado poderia atingir o lençol freático que abastece comunidades vizinhas.
Durante a vistoria, os fiscais reuniram dados coletados pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE) e pela Semace, mas optaram por não retirar amostras agora. Outra equipe, especializada em geologia, deve regressar “em breve”, porém sem prazo definido.
“O local precisa permanecer lacrado até que se estabeleça a real natureza da substância”, informou a nota técnica entregue à família.
O que acontece se a jazida for confirmada?
Pela Constituição, todo recurso mineral pertence à União; portanto, mesmo se confirmado, o agricultor não poderá vender o óleo. Caso a reserva seja economicamente viável, a área entra em leilão de blocos e o proprietário passará a receber apenas compensações de uso do solo e possíveis royalties municipais, conforme a Lei 7.990/1989.
Em 2025, o Brasil extraiu 3,1 milhões de barris de petróleo por dia, dos quais 2,3% vieram do Nordeste, mostram dados do IBGE. A proximidade de apenas 11 km de um bloco já mapeado na Bacia Potiguar aumenta o interesse, mas especialistas lembram que pequenas jazidas nem sempre atraem investidores devido ao alto custo de instalação e refino.

Enquanto aguarda a conclusão, a família Moreira segue comprando carros-pipa: o empréstimo de R$ 15 mil para perfurar o primeiro poço ainda não foi quitado, e outro furo mal sucedeu em encontrar água.
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Crédito da imagem: Divulgação
