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PARIS – O Ministério do Interior francês avalia, desde 14 de abril de 2026, proibir a apresentação de Kanye West no estádio Vélodrome, em Marselha, marcada para 11 de junho, alegando risco de apologia ao ódio antissemita.
- Em resumo: Governo quer impedir o show após o rapper elogiar nazistas e lançar a música “Heil Hitler”.
Por que o veto está na mesa
Fontes ligadas ao ministro Laurent Nuñez confirmaram à AFP que ele “estuda todas as possibilidades legais” para impedir a entrada do artista no país. A decisão seguiria caminho semelhante ao do Reino Unido, que barrou West dos palcos de julho, enquanto a Holanda, por ora, mantém as datas de início de junho.
Segundo levantamento da Variety, o rapper perdeu contratos que somavam US$ 2 bilhões desde 2022, quando iniciaram-se as declarações antissemitas.
O prefeito Benoît Payan disse não querer que Marselha “seja uma vitrine para aqueles que promovem o ódio e um nazismo sem inibições”.
Contexto legal e impacto cultural
A França possui a maior comunidade judaica da Europa, com cerca de 500 mil pessoas, informa o European Jewish Congress. Desde outubro de 2023, o Ministério do Interior registrou alta de 300% em denúncias de antissemitismo.
Pelo Código Penal francês, elogiar crimes contra a humanidade ou incitar discriminação pode render até um ano de prisão e multa de € 45 mil. Especialistas veem no possível banimento um recado a outros artistas que cruzarem essa linha.

Mesmo assim, promotores locais alertam que a proibição precisa ser “proporcional e motivada”, para evitar acusações de censura artística — debate que também atinge plataformas de streaming, já que “Heil Hitler” foi retirada do ar em maio de 2025.
O que você acha? A França deve sacrificar a liberdade artística para conter discursos de ódio? Para mais análises sobre o universo pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação

