Margaret River, Austrália – Mesmo sem vencer a etapa, Gabriel Medina voltou de lesão direto ao pódio e, com o vice-campeonato conquistado na madrugada deste domingo (26), assumiu a liderança do ranking mundial masculino de surfe. Na chave feminina, a paulista Luana Silva, de 21 anos, também terminou em segundo lugar, mantendo vivo o “Brazilian Storm” na temporada.
- Em resumo: Medina perde a final por 15,17 a 12,46, mas sai na frente no ranking; Luana é vice por 12,23 a 11,83 e sobe para a 4ª posição.
Final eletrizante e retorno de peso
Ausente de toda a temporada 2025 devido a uma lesão no ombro esquerdo, o tricampeão mundial (2014, 2018 e 2021) encarou o australiano George Pittar, 23 anos, na decisão. O local dominou as melhores ondas e garantiu 15,17 pontos, contra 12,46 do brasileiro, segundo dados oficiais da World Surf League.
Ainda assim, o resultado dá a Medina pontos suficientes para liderar o ranking e reacender a expectativa de título inédito pós-ciclo olímpico, após o bronze conquistado em Paris-2024.
“Mesmo com a derrota na decisão em Margaret River, Gabriel Medina assumiu a liderança do ranking mundial masculino.” – Circuito Mundial de Surfe 2026
Impacto para Luana Silva e o domínio brasileiro
Na final feminina, Luana Silva bateu na trave mais uma vez: foi a terceira decisão de etapa da sua carreira, repetindo os vice-campeonatos de 2025 em Saquarema e Bells Beach. A derrota para a norte-americana Lakey Peterson (12,23 a 11,83) elevou a brasileira ao 4º lugar do ranking, posição que a coloca com boas chances de se classificar para o WSL Finals, disputado apenas pelas cinco melhores atletas do ano.
Segundo o Atlas Estatístico da WSL, brasileiros venceram 58% das etapas masculinas entre 2014 e 2025, um domínio que a entidade já chama de “era verde-amarela”. A campanha de Medina e Luana mantém essa hegemonia viva, mesmo em território australiano, palco historicamente favorável a surfistas locais.
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