Madrid – Daniil Medvedev desembarca na capital espanhola determinado a transformar a vergonha do duplo 6-0 sofrido em Monte Carlo num ponto de virada para sua temporada no saibro.
- Em resumo: depois de uma “bicicleta” histórico, o ex-número 1 admite abalo na confiança, mas aposta em ajustes técnicos para reagir.
Por que o 6-0/6-0 ainda ecoa nos bastidores
No circuito da ATP, apenas sete partidas de nível Masters 1000 terminaram com placar idêntico desde 1990, segundo dados oficiais da ATP. Entrar para essa estatística negativa, portanto, pesa.
Medvedev, que nunca escondeu desconforto no saibro, afirmou que a derrota “levou uma semana inteira” para ser digerida. O intervalo maior entre Monte Carlo e Madrid evitou uma queda ainda mais longa no ranking e permitiu treinos intensos de movimentação lateral, ponto fraco revelado na Riviera Francesa.
“Com um duplo 6-0 não há exceções, dói pela humilhação, mas o desporto é assim… Esses dias foram complicados, levei uma semana inteira a recuperar o ritmo.” – Daniil Medvedev
Saibro, FIFA e a busca por controle
Ao comparar a terra batida a uma partida de videogame, Medvedev lembrou que “ressaltos ruins” podem sabotar até o golpe perfeito. Para minimizar o imprevisível, sua equipe intensificou sessões de saque-e-voleio e de devoluções agressivas, tática que já lhe rendeu título em Roma no ano passado.
Especialistas lembram que o piso lento também expõe a resistência mental: o russo venceu apenas 54% dos pontos em trocas acima de nove golpes no saibro em 2023, contra 61% em quadras duras. Ele aposta que a altitude madrilenha – bola mais veloz e quique mais alto – pode equilibrar o jogo.
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