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Arábia Saudita ignora efeito de EUA sobre petróleo venezuelano
DAVOS, Suíça – Em pleno encerramento do Fórum Econômico Mundial, nesta sexta-feira (23), o ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed Al-Jadaan, afirmou que a captura de Nicolás Maduro e o plano dos Estados Unidos de acelerar a extração venezuelana não deverão provocar “impacto significativo” na cotação internacional do petróleo.
- Em resumo: Sauditas veem produção venezuelana como insuficiente, a curto prazo, para mexer no equilíbrio global de oferta.
Por que o mercado não deve balançar?
Segundo Al-Jadaan, qualquer aumento relevante nos barris venezuelanos levará “anos e bilhões de dólares” em infraestrutura. Estudos do relatório da Agência Internacional de Energia indicam que cada 100 mil barris adicionais exigem, em média, US$ 1,5 bilhão em reabilitação de campos maduros.
Hoje, a demanda global ronda 102 milhões de barris diários, número que supera em quase 100 vezes a produção venezuelana atual — cerca de 1,2 milhão de barris, longe do pico de 3 milhões registrado nos anos 1990.
“Não acredito que veremos um impacto significativo no mercado de petróleo”, reforçou o ministro saudita.
Reservas gigantes, gargalos maiores
A Venezuela ostenta as maiores reservas comprovadas de petróleo (303 bilhões de barris), superando Arábia Saudita (267,2 bilhões) e Irã. No entanto, sanções, falta de peças e anos de subinvestimento derrubaram a eficiência dos poços: mais de 65% dos campos operam abaixo da capacidade, de acordo com dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

A aposta de Washington em assumir as vendas mira diversificar fornecedores e reduzir a dependência de regiões conflagradas. Ainda assim, analistas lembram que o país sul-americano precisará, no mínimo, dobrar sua produção para influenciar o preço do Brent, que hoje oscila em torno de US$ 82.
O que você acha? A postura saudita é realismo de mercado ou subestimação política? Para acompanhar outros desdobramentos internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Fabrice Coffrini/AFP
