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Assalto milionário: MC Poze é rendido dentro de condomínio de luxo
Rio de Janeiro/RJ – Na madrugada de 31 de março, o funkeiro MC Poze do Rodo relatou ter sido mantido refém por um grupo armado que invadiu sua residência em um condomínio de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes. O prejuízo estimado chega a R$ 2 milhões em dinheiro, joias e artigos de luxo.
- Em resumo: Cantor e família ficaram sob mira de assaltantes que levaram R$ 15 mil em espécie e objetos valiosos.
Como foi a ação criminosa
Segundo depoimento prestado à Polícia Civil e divulgado pela Band, responsável pela primeira transmissão televisiva do caso, ao menos quatro homens pularam o muro do condomínio e renderam o artista ainda na sala. Eles teriam usado armas longas e algemas de plástico para imobilizar Poze e funcionários.
O grupo passou quase uma hora dentro da casa, vasculhando cofres e levando celulares, perfumes importados, relógios e joias. Perícia inicial aponta que não houve disparos, mas o cantor sofreu agressões físicas enquanto era obrigado a revelar senhas.
“Já troquei tiro, fui baleado e preso. Hoje alerto a molecada que o crime não leva a nada”, disse Poze em entrevista anterior.
Violência patrimonial em números
Casos de roubo com restrição de liberdade cresceram 11,9 % no estado em 2025, segundo o Atlas da Violência. A modalidade, conhecida como “home invasion”, costuma mirar imóveis onde há ostentação visível de bens de alto valor, exatamente o perfil que Poze exibe aos seus mais de 15 milhões de seguidores.
Para especialistas em segurança, redes sociais viraram vitrine para quadrilhas especializadas. O advogado criminalista João Z. Costa lembra que o Código Penal, artigo 157, prevê aumento de pena quando há emprego de arma de fogo e sequestro relâmpago, circunstâncias presentes no episódio.

Impacto na carreira e próximos passos
Mesmo abalado, o cantor mantém agenda média de cinco shows por semana, cada um avaliado em R$ 200 mil. A equipe informou que apresentações não serão canceladas, mas segurança particular foi reforçada. A Polícia Civil tenta rastrear os celulares roubados e analisa imagens do circuito interno do condomínio.
A investigação também apura se há ligação com a Operação Rifa Limpa, deflagrada contra Poze em 2024, quando bens de luxo foram apreendidos e depois devolvidos por decisão judicial em 2025.
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Crédito da imagem: Divulgação
