21.6 C
Ceará
sexta-feira, março 13, 2026

Assembleia de SC aprova fim das cotas raciais estaduais

Assembleia de SC aprova fim das cotas raciais estaduais

Cotas raciais em Santa Catarina deixam de existir nas universidades mantidas pelo Estado após a aprovação do Projeto de Lei 753/2025, de autoria do deputado Alex Brasil (PL).

A proposta foi aprovada de forma simbólica no plenário da Assembleia Legislativa (Alesc) e ainda depende de sanção do governador Jorginho Mello (PL).

O que muda com a nova regra

O texto retira qualquer reserva de vagas baseada em raça para estudantes, professores ou técnicos em instituições estaduais e entidades que recebam verbas públicas.

Permanece autorizada apenas a reserva para pessoas com deficiência, critérios estritamente econômicos e egressos de escolas públicas estaduais.

Em caso de descumprimento, editais podem ser multados em R$ 100 mil, além da abertura de processo administrativo contra agentes responsáveis.

Votação e posicionamentos

Sete deputados registraram oposição nominal: Padre Pedro Baldissera, Fabiano da Luz, Neodi Saretta, Marquito, Dr. Vicente Caropreso, Paulinha e Rodrigo Minotto.

Parlamentares contrários argumentaram que a medida representa “apagamento” de políticas de inclusão reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal em 2012.

Segundo o Censo 2022, pretos e pardos são 55,5 % da população brasileira, mas apenas 23,3 % em Santa Catarina, estado cuja renda média das pessoas negras é 40 % inferior à das brancas.

Impacto sobre a Udesc e outras instituições

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com cerca de 14 mil alunos em mais de 60 graduações e 50 programas de pós-graduação, terá de rever seus editais caso a lei seja sancionada.

No âmbito federal, a Lei 12.711/2012 segue em vigor e garante reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas de baixa renda. Dados do Inep mostram que a política elevou a participação de grupos historicamente excluídos no ensino superior.

Questionamentos jurídicos

A seccional catarinense da OAB informou que fará análise técnico-jurídica sobre a constitucionalidade da proposta e sobre a autonomia universitária.

Entidades de direitos humanos avaliam acionar a Justiça caso o governo promulgue a lei.

Para acompanhar outras notícias sobre educação e inclusão, acesse nossa editoria de Educação.


Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora