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Ataques ao Irã travam rotas e disparam petróleo 7,5%
Oriente Médio – Os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã paralisaram trechos críticos das rotas de exportação de petróleo, elevando o preço do barril e criando risco imediato de desabastecimento global.
- Em resumo: Brent abriu em US$78,34 (alta de 7,5%) e petroleiros acumulam-se no Golfo por receio de ataques e seguro mais caro.
Transmissão: Band.
Entenda a dinâmica por trás da alta
Os confrontos e os contra-ataques danificaram instalações e interromperam corredores marítimos que ligam o Golfo Pérsico ao mercado mundial. O petróleo tipo Brent subiu para US$78,34 na abertura asiática; o WTI dos EUA avançou cerca de 7,3%.
Analistas apontam o Estreito de Ormuz e a área do golfo de Omã como os principais pontos de preocupação — a região responde por cerca de 20% do tráfego global de petróleo. Para acompanhar os efeitos sobre preços e inflação, autoridades monetárias como o Banco Central do Brasil monitoram indicadores macroeconômicos e riscos externos.
Especialistas da Rystad Energy estimam que até 15 milhões de barris por dia podem deixar de chegar ao mercado mundial caso o tráfego no Estreito permaneça paralisado.
Contexto e impacto econômico
A interrupção já provoca acumulação de navios no Golfo e aumento nos custos de seguros, reduzindo a capacidade de exportação de alguns países. Em reação, oito membros da OPEP+ anunciaram aumento de 206 mil barris por dia a partir de abril, numa tentativa de conter a escalada dos preços.

O Irã exporta cerca de 1,6 milhão de barris diários, principalmente para a China; uma eventual queda nessas vendas tende a pressionar ainda mais os preços. Analistas comparam o choque atual ao embargo dos anos 1970, quando os preços subiram dramaticamente — um efeito que pode reacender pressões inflacionárias e reduzir o ritmo de atividade global.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
