Ataques paralisam siderúrgicas do Irã, risco de retaliação
Teerã, Irã – As duas maiores usinas de aço do país fecharam as portas após uma sequência de bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, aumentando a pressão econômica e militar na já explosiva região do Oriente Médio.
- Em resumo: Parada total nas plantas de Khuzestan e Mobarakeh enfraquece a produção estratégica de aço usada em mísseis e drones.
Entenda o apagão industrial
A Companhia Siderúrgica de Mobarakeh, responsável por cerca de 40% do aço iraniano, admitiu que suas linhas “estão completamente paralisadas devido à intensidade dos ataques”. Já a unidade de Khuzestan projeta até um ano de reparos, segundo o vice-diretor Mehran Pakbin.
Dados do World Steel Association mostram que o Irã ocupa a 9ª posição mundial em produção do insumo, vital tanto para a construção civil quanto para equipamentos militares.
“Todos os módulos e fornos foram danificados; levará de seis meses a um ano para retomarmos a produção”, lamentou Pakbin.
Por que isso importa além das fronteiras iranianas?
O aço iraniano abastece linhas de montagem de mísseis, drones e navios usados pelos Guardas Revolucionários. Com a interrupção, analistas preveem gargalo logístico que pode desacelerar ofensivas, mas também incentivar Teerã a buscar estoque emergencial ou fornecedores paralelos, inclusive via mercado negro.

Em contrapartida, o porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari prometeu “ataques mais devastadores” a zonas industriais de Washington e Tel Aviv, escalando uma retórica que, no passado, já precedeu ações diretas contra instalações energéticas na região, de acordo com relatórios do International Institute for Strategic Studies (IISS).
O que você acha? A paralisação poderá frear o conflito ou servirá de gatilho para novos bombardeios? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP
