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Auxílio-desemprego sobe 7,9% nos EUA e põe Fed em alerta
WASHINGTON (EUA) – Em meio a inflação persistente e energia cara, os Estados Unidos viram os pedidos iniciais de seguro-desemprego saltarem para 219 mil na primeira semana de abril, 16 mil a mais que na leitura anterior.
- Em resumo: avanço semanal rompe expectativas e pressiona estratégia de juros do Federal Reserve.
Por que o salto nos pedidos importa agora
O aumento de 7,9% veio acima da projeção de 210 mil apontada por analistas e reforça o temor de que o mercado de trabalho, até então resiliente, comece a perder fôlego. Segundo dados compilados pelo Banco Central, choques de oferta globais têm prolongado o ciclo inflacionário, elevando custos e reduzindo margens de empresas que optam por cortar vagas.
Na mesma direção, o preço médio da gasolina já supera US$ 4 por galão, reflexo direto da valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio – fator que corrói o poder de compra dos consumidores e pesa sobre o varejo.
Na semana encerrada em 28 de março, os pedidos continuados caíram a 1,794 milhão, recuo de 38 mil, mas ainda acima do patamar pré-pandemia de 1,7 milhão.
Inflação, juros e o dilema do Federal Reserve
Com a inflação ao consumidor projetada para acelerar novamente em março, o Federal Reserve mantém a taxa de juros entre 5,25% e 5,50% aguardando sinais claros de desaquecimento. O dado de desemprego, porém, complica a equação: cortes prematuros podem reaquecer a economia, enquanto manutenção prolongada encarece o crédito e amplia o risco de retração.

Economistas lembram que, historicamente, quando os pedidos semanais superam 300 mil por várias semanas, o país entra em recessão em até dois trimestres. Embora o patamar atual ainda esteja abaixo desse gatilho, a tendência de alta acende o sinal amarelo.
O que você acha? A escalada nos pedidos de seguro-desemprego antecipa uma recessão ou é apenas ajuste pontual? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters





