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Avião russo sob sanções dos EUA pousa em base de Cuba
HAVANA, Cuba – Na noite de domingo, um cargueiro militar Ilyushin Il-76, alvo de sanções norte-americanas, aterrissou discretamente no aeródromo de San Antonio de los Baños, instalação de uso estritamente militar a 30 km da capital cubana. O movimento acendeu o alerta em Washington pela possibilidade de nova cooperação bélica entre Moscou e Havana, a poucos quilômetros da Flórida.
- Em resumo: Aeronave russa repetiu padrão de voo semelhante ao registrado antes da crise que envolveu Nicolás Maduro em 2019.
Por que o pouso preocupa Washington
O Departamento de Defesa dos EUA monitora qualquer transporte de equipamentos militares russos no Caribe desde a guerra da Ucrânia. A chegada de um Il-76, com capacidade para 50 toneladas de carga, sugere envio de peças de artilharia ou tecnologia de vigilância, itens que violariam o embargo imposto pela Casa Branca a Cuba desde 1962.
Fontes do setor aéreo indicam que o voo partiu da base de Tcherlyomka, no sul da Rússia, fez escala técnica na Argélia e evitou espaço aéreo europeu para driblar interdições. O trajeto, de mais de 11 mil km, coincide com rotas já rastreadas por satélite em missões de apoio ao regime venezuelano.
“O padrão de pouso espelha o observado antes da captura de Nicolás Maduro na Venezuela”, diz relatório de inteligência citado por autoridades norte-americanas.
Histórico de voos e possíveis cenários
Desde 2014, Cuba recebeu pelo menos seis aeronaves militares russas, segundo o think tank Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI). A frequência cresceu após 2022, quando Moscou buscou novos parceiros logísticos fora da Europa.

Especialistas lembram que o Il-76 foi projetado durante a Guerra Fria para entregar tropas e blindados em pistas curtas, o que ampliaria a mobilidade de militares russos na ilha. Caso transporte sistemas de defesa antiaérea, o ato poderia tensionar as relações EUA-Cuba em nível semelhante à Crise dos Mísseis de 1962, episódio que quase levou o mundo a um confronto nuclear.
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Crédito da imagem: Divulgação
