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domingo, março 29, 2026

Bad Bunny choca Grammy ao gritar ‘Fora ICE’ e expõe mortes

Bad Bunny choca Grammy ao gritar ‘Fora ICE’ e expõe mortes

LOS ANGELES, EUA – Em plena cerimônia do Grammy deste domingo (1º), Bad Bunny transformou seu discurso de vitória no alerta mais forte da noite: ao erguer o troféu de Melhor Álbum de Música Urbana, pediu “amor contra o ódio” e exigiu “Fora ICE”, agência de imigração dos Estados Unidos, arrancando aplausos imediatos.

  • Em resumo: Artista denunciou mortes recentes ligadas a operações do ICE e convocou outros músicos a se posicionarem.

Por que o protesto ganhou o palco

Nos bastidores da música norte-americana, críticas ao Immigration and Customs Enforcement (ICE) crescem desde 2018. O estopim mais recente foi a morte dos cidadãos norte-americanos Renee Good e Alex Pretti, em Minneapolis, durante uma ação federal, episódio que alimentou a campanha “ICE Fora de Todos os Lugares”. O porto-riquenho aproveitou a audiência global do Grammy para amplificar o coro que já mobiliza nomes como Billie Eilish, Kehlani e Justin Bieber. Em uma noite cheia de broches “ICE OUT”, o rapper foi além do acessório: discursou.

“Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos. O ódio se torna mais poderoso com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, declarou Bad Bunny, sob aplausos.

Contexto e impacto além da música

Para defensores dos direitos humanos, a fala ecoa dados preocupantes: em 2025, o ICE realizou mais de 142 mil prisões, segundo relatório do próprio órgão. Entre elas, 22 % envolveram residentes legais, alimentando críticas sobre excesso de força. No paralelo latino-americano, estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a letalidade policial também cresce quando políticas migratórias se confundem com combate ao crime.

A repercussão foi imediata nas redes sociais. A hashtag #ForaICE saltou ao topo dos assuntos mundiais no X (antigo Twitter) antes mesmo do fim da premiação. Analistas apontam que o episódio pode intensificar o debate eleitoral nos EUA, já que 32 % dos eleitores hispânicos vivem em estados-chave e a comunidade porto-riquenha chega a 5,8 milhões de pessoas, de acordo com o censo de 2024.

O que você acha? Discurso político cabe no palco de premiações ou ultrapassa limites? Para mais análises sobre o universo pop, visite nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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