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Balé, sapato e gatos: falas polêmicas sacodem o Oscar 2026
Los Angeles, EUA – A poucos dias da transmissão do Oscar 2026, pela Globo às 20h, três declarações controversas jogaram luz indesejada sobre filmes que acumulam indicações e podem influenciar o humor dos votantes da Academia.
- Em resumo: Timothée Chalamet, Oliver Laxe e Jessie Buckley enfrentam reações intensas após menosprezarem balé, eleitores brasileiros e gatos.
Entenda as falas que viraram crise
Durante um evento promovido pela Variety e CNN, Timothée Chalamet, indicado por “Marty Supreme”, afirmou que balé e ópera estariam “em declínio” e que “ninguém se importa” mais. A fala irritou instituições artísticas e, segundo relatório da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o filme concorre em nove categorias.
No mesmo período, o diretor franco-espanhol Oliver Laxe brincou que “se os brasileiros inscrevessem um sapato, todos votariam nele”, referindo-se ao crescente número de membros da Academia vindos do Brasil. Já Jessie Buckley, favorita por “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, disse em um podcast que gatos são “malvados” e pediu ao marido que doasse seus felinos. A internet reagiu com milhares de memes e críticas.
“Ele não seria ator se não fosse pelo balé e pela ópera”, rebateu a bailarina Misty Copelans, que participa da campanha de “Marty Supreme”.
Por que a repercussão pode mudar votos
Historicamente, controvérsias pré-votação já alteraram resultados: em 2017, o drama “La La Land” perdeu parte dos votos após críticas de representatividade, lembram analistas de premiações. Segundo estudo do Instituto Britânico de Cinema, 12% dos membros admitem reconsiderar o voto quando o artista protagoniza polêmica pública.
No caso de 2026, o timing é crucial. O comentário de Chalamet foi ao ar em 21 de fevereiro, exatamente duas semanas antes do fim do prazo de votação. Já a “piada do sapato” de Laxe viralizou a três dias do fechamento das cédulas, gerando emojis de sapato nas redes sociais oficiais de “Sirât”. Buckley tentou frear o dano no talk-show de Jimmy Fallon, revelando até ter feito teste para o musical “Cats”, clássico que faturou US$ 344 milhões mundialmente.

A Academia passou por reformas de diversidade em 2020, aumentando em 32% o número de votantes latino-americanos. Especialistas apontam que, diante desse novo colégio eleitoral, ofender a plateia brasileira pode custar caro. Além disso, dados da Humane Society indicam que 44% dos lares nos EUA têm gatos, público que Buckley não quer perder.
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Crédito da imagem: Divulgação / g1
