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Banco Central decide liquidação extrajudicial da Reag Trust
Liquidação extrajudicial da Reag Trust foi decretada pelo Banco Central do Brasil em 15 de janeiro, encerrando imediatamente as atividades da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da instituição sediada em São Paulo.
A medida atinge todos os ativos e passivos da empresa, que passa a ser administrada por liquidante nomeado pela autarquia. Clientes e credores deverão aguardar o chamamento oficial para habilitar eventuais créditos.
Por que a liquidação foi determinada
De acordo com nota publicada no site do Banco Central, a intervenção ocorreu para preservar o sistema financeiro e proteger investidores diante de “graves violações às normas que regem o mercado de capitais”.
O instrumento de liquidação extrajudicial transfere a administração da instituição ao BC, que avalia o patrimônio, vende ativos e quita obrigações conforme a ordem legal de preferências. O processo não envolve recursos públicos; o pagamento depende dos bens encontrados.
Fraudes sob investigação
A CBSF, ainda identificada pelo mercado como Reag Trust, é alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e a parentes, na véspera da decisão do BC. A corporação analisa documentos que podem comprovar manipulação de aplicações e emissão irregular de títulos.
Impacto para investidores e próximos passos
Investidores que mantinham recursos na DTVM devem acompanhar os editais do BC para saber quando apresentar comprovação de crédito. Caso existam sobras de caixa após o pagamento de dívidas trabalhistas e tributárias, valores serão distribuídos proporcionalmente aos demais credores.
Segundo relatórios públicos do Banco Central, liquidações extrajudiciais permanecem evento raro, mas são adotadas para evitar riscos sistêmicos quando as falhas de governança comprometem a segurança do mercado.
Informações oficiais sobre prazos, documentação necessária e andamento do processo serão atualizadas na página da autarquia e no Diário Oficial da União.
No universo de fraudes financeiras, especialistas recomendam diversificar custodiante, verificar o registro de cada corretora junto ao BC e acompanhar as demonstrações contábeis publicadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
