Madrid (Espanha) – A eliminação da número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, no WTA 1000 de Madrid ganhou contornos de manual tático após Hailey Baptiste explicar, ponto a ponto, como virou um duelo em que já enfrentava seis match points.
- Em resumo: Baptiste misturou slices, amorties e voleios para quebrar o ritmo de Sabalenka e sobreviver a seis chances de derrota.
O plano que desconstruiu a líder do ranking
A norte-americana de 22 anos contou que se apoiou no confronto anterior, disputado semanas antes em Miami, para mapear os pontos fracos da rival. “Entrei pensando em incomodá-la de todas as formas”, disse. A estratégia incluiu saques-e-voleios inesperados, variação de efeitos e, sobretudo, a recusa em dar bola sem peso ou altura ideais para a bielorrussa disparar.
Segundo dados da WTA, Sabalenka lidera o circuito em pontos ganhos com o primeiro serviço em 2024, mas viu esse índice despencar para 59% diante de Baptiste – 12 pontos abaixo da média da temporada.
“Queria que cada ponto fosse conquistado. Se ela fosse ganhar, teria de trabalhar”, resumiu Baptiste, após carimbar a vaga na semifinal.
Por que seis match points não foram suficientes?
Nos momentos críticos, Baptiste recorreu ao instinto: saque aberto seguido de voleio ou curto amortie, tirando Sabalenka da zona de conforto no fundo da quadra. De acordo com o banco de estatísticas da ITF, apenas 8% dos jogos em nível WTA terminam com viradas após cinco ou mais match points – percentual que reforça o feito da americana.
A derrota precoce de Sabalenka também impacta a corrida para o WTA Finals: a líder desperdiça até 390 pontos, abrindo margem para perseguidoras como Iga Swiatek e Coco Gauff reduzirem a diferença ainda em maio.
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