CAGLIARI, ITÁLIA – Na última quarta-feira, os ex-top 10 Matteo Berrettini (n.º 93) e Hubert Hurkacz (n.º 62) garantiram vaga nas quartas de final do Challenger 175 local, avanço que pode render até 175 pontos no ranking e reaproximá-los do topo da ATP.
- Em resumo: Berrettini venceu Mariano Navone por 7-5 e 6-3; Hurkacz despachou Emilio Nava com 6-4 e 6-1.
Serviço afiado decide e devolve confiança
Com média superior a 200 km/h no primeiro saque, Berrettini salvou 4 de 5 break-points e fechou cada set nos momentos de maior pressão. Já Hurkacz, que liderou a estatística de aces da temporada 2023, repetiu a receita: 11 aces em 1h12 de partida, segundo dados oficiais da ATP.
A solidez no serviço é vital para ambos. O italiano ainda se recupera de uma sequência de lesões na lombar e no oblíquo, enquanto o polonês tenta retomar o ritmo que o levou ao n.º 9 em 2022.
“Quando o saque entra, meu jogo inteiro flui”, afirmou Berrettini após o triunfo sobre Navone.
Por que o Challenger 175 importa tanto?
Diferente dos Challengers tradicionais (que oferecem 50 a 125 pontos), o torneio de Cagliari distribui 175 pontos ao campeão – quase o dobro de um ATP 250 para quem cai na primeira rodada. Somado a uma premiação de €220 mil, o evento tornou-se rota obrigatória para jogadores em busca de recuperação rápida na tabela.
Se conquistarem o título, Berrettini pode saltar para a faixa dos 60 melhores, enquanto Hurkacz se aproximaria novamente do top 40. Ambos precisam desses pontos para entrar diretamente nos Masters 1000 do segundo semestre, evitando qualificatórios desgastantes.
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