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Bilionário leva debate sobre anticristo à porta do Vaticano
ROMA, Itália – A poucos metros dos muros do Vaticano, o bilionário da tecnologia Peter Thiel abriu, no último domingo (15), uma série de palestras que ecoaram como alerta vermelho dentro da Igreja Católica. Com o título sugestivo “O Anticristo Bíblico”, o encontro reuniu acadêmicos, líderes religiosos e executivos até esta quarta-feira (18), sob total sigilo.
- Em resumo: Conferência privada sobre o “anticristo” mobilizou padres e provocou artigos críticos da hierarquia católica.
Por que a Igreja reagiu tão rápido?
A presença de Thiel em Roma não é novidade, mas a proximidade física com a Santa Sé acendeu um debate público sobre quem deveria ditar limites éticos para a tecnologia. O padre Paolo Benanti, conselheiro do papa para inteligência artificial, chegou a perguntar, em ensaio publicado na véspera do evento, se o empresário “deveria ser queimado na fogueira”.
Já um jornal da Conferência Episcopal Italiana cobrou maior supervisão governamental sobre plataformas digitais, lembrando que o Censo 2022 do IBGE aponta que mais de 123 milhões de brasileiros se informam principalmente on-line, terreno fértil para desinformação.
“Toda a ação de Thiel pode ser vista como um ato prolongado de heresia contra o consenso liberal”, escreveu Benanti, reforçando o clima de tensão.
Profecias, poder global e o fator IA
Fundador da PayPal e da Palantir Technologies, Thiel mistura, nas palestras, escatologia cristã e cenários geopolíticos. Ele alerta para o surgimento de uma figura capaz de unificar o governo mundial sob a promessa de evitar guerras nucleares, frear mudanças climáticas e controlar a inteligência artificial – quadro que, segundo ele, encaixa-se nas profecias bíblicas sobre o anticristo.

Para especialistas em ética digital, o discurso ressoa entre investidores de IA que temem regulação pesada, mas também preocupa teólogos que veem na retórica de “salvação tecnológica” uma ameaça à autoridade religiosa. Vale lembrar que, só em 2025, o mercado global de IA deve ultrapassar US$ 400 bilhões, segundo estimativa da consultoria IDC, o que explica o interesse de gigantes do Vale do Silício em pautar a discussão.
O que você acha? Tecnólogos devem conduzir sozinhos o debate moral sobre IA e fé? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AP Photo
