Bill Ackman oferece prêmio de 78% para tomar controle da Universal

Bill Ackman oferece prêmio de 78% para tomar controle da Universal

NOVA YORK – O fundo Pershing Square, do bilionário Bill Ackman, propôs uma fusão avaliada em US$ 64,31 bilhões que pode transferir a Universal Music Group para a Bolsa de Nova York e injetar € 9,4 bilhões em dinheiro direto aos acionistas.

  • Em resumo: oferta soma ações + caixa e paga 78% acima da última cotação da UMG.

Por que a oferta é tão agressiva?

Além de já deter 4,7% da gravadora, Ackman pretende unir a UMG à sua SPARC Holdings, criando uma companhia norte-americana com listagem em Wall Street. A movimentação, raríssima no setor cultural, oferece a acionistas europeus um caminho rápido para liquidez em dólares – e, segundo estudo do Banco Central, valorizações iniciais em re-IPO nos EUA podem superar 20% em média.

O preço proposto, de € 30,40 por ação, representa um prêmio que poucos investidores ignorariam, principalmente após a performance morna do papel desde 2021 na Euronext de Amsterdã.

“A gestão da Universal tem sido excelente, mas o mercado não reconhece isso desde a estreia”, escreveu Ackman ao conselho da UMG.

Streaming, IPOs adiados e o jogo dos gigantes

A Universal carrega o catálogo de artistas que dominam os rankings globais, enquanto o streaming responde por 67% da receita fonográfica mundial, segundo a IFPI. Ainda assim, o atraso na listagem norte-americana e a incerteza sobre a fatia de 18% do Bolloré Group pesaram nas cotações.

Analistas veem na proposta um acelerador para destravar valor: Nova York concentra 70% dos fundos globais especializados em entretenimento, volume que não fica acessível a empresas com capital exclusivamente europeu.

O que você acha? A Universal deve aceitar a oferta bilionária ou esperar por mais? Para acompanhar outros movimentos do mercado, visite nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters