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Bill Cosby deve R$ 103 milhões por abuso de 1972, decide júri
CALIFÓRNIA, EUA – Um júri civil condenou o ator Bill Cosby a pagar US$ 19,25 milhões (aprox. R$ 103 milhões) à ex-garçonete Donna Motsinger, drogada e violentada por ele em 1972. A defesa admite “dificuldades financeiras” e já anunciou recurso.
- Em resumo: Veredito reconhece abuso cometido há 54 anos e impõe uma das maiores indenizações já vistas em casos semelhantes nos EUA.
Por que a conta chegou a US$ 19,25 milhões
O valor foi calculado para cobrir danos morais, psicológicos e o tempo de espera pela justiça. Nos EUA, não há teto legal para indenizações civis desse tipo, o que explica cifras muito superiores às praticadas no Brasil. Segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, processos por crimes sexuais costumam demorar em média 7 anos em tribunais americanos – Donna esperou quase oito vezes mais.
Cosby não depôs, mas foi lembrado no julgamento por ter assumido, em depoimentos antigos, o uso de sedativos para encontrar vítimas. A advogada Jennifer Bonjean declarou que o ator, hoje com 88 anos, “não tem liquidez” para arcar com a soma, sinalizando futura batalha judicial.
“Foram 54 anos para se obter justiça. Espero que ajude outras mulheres.” – Donna Motsinger ao The New York Times
Efeito cascata: novas ações e reputação em ruínas
Mais de 60 mulheres já acusaram Bill Cosby de conduta semelhante. Parte delas aguarda desfecho de ações civis, e a sentença atual pode servir de referência financeira. Em 2021, o ator chegou a ser preso, mas a condenação criminal foi anulada por falha processual.

Especialistas lembram que celebridades costumam firmar acordos extrajudiciais para evitar veredictos milionários. A visibilidade do caso, porém, pressiona outras vítimas a procurarem reparação: só nos EUA, denúncias de agressão sexual aumentaram 13 % entre 2020 e 2023, segundo o FBI.
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Crédito da imagem: Divulgação / AP
