Blocos para bebês e idosos faturam até R$70 mil no carnaval
São Paulo – A transformação de uma adaptação caseira em evento profissional mostra como a demanda por festividade segura e inclusiva virou negócio: o bloco infantil criado por Diogo Rios, a partir de um berço adaptado para levar o filho de 11 meses ao desfile, hoje reúne cerca de 10 mil pessoas e oferece fraldário, espaço de amamentação, controle de volume do som, pulseirinhas de identificação e locais com sombra. Transmissão: Globo | Band.
- Em resumo: Eventos para público muito jovem e para idosos geram impacto social e receita — investimento inicial de R$ 150 mil e receita de até R$ 70 mil no mês de carnaval.
Entenda a dinâmica
O bloco de Diogo nasceu depois que um vídeo do berço adaptado viralizou, e a estrutura passou a ser financiada por cotas de patrocínio e parcerias com empresas do setor infantil.
O investimento inicial foi de R$ 150 mil e, no mês do carnaval, o evento chega a faturar R$ 70 mil. O desfile gratuito funciona também como porta de entrada para projetos infantis pagos ao longo do ano. Mais sobre o contexto demográfico e a demanda por iniciativas para diferentes idades pode ser consultado no site do IBGE.
“Envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional.”
Contexto e impacto
Nova Friburgo (RJ) — Na região serrana, a psicopedagoga e gerontomotricista Beatriz Rimes idealizou um bloco para idosos após trabalhar com estimulação cognitiva em uma instituição de longa permanência. A primeira edição, em 2025, trouxe protagonismo à terceira idade e atraiu familiares.

O bloco conta com voluntários para auxiliar a locomoção, pontos de água filtrada, áreas de descanso, trajeto planejado para evitar desgaste e acompanhamento de uma ILPI parceira com van. Depois do desfile, a clínica de Beatriz registrou aumento de cerca de 150% no faturamento, com maior procura por atividades de estimulação cognitiva e serviços para envelhecimento saudável. Em depoimentos, participantes de 64 e 96 anos celebraram a participação ativa no carnaval.
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Crédito da imagem: Divulgação / Globo
