- PF fecha cerco a postos do CE por cartel que inflaciona gasolina
- Prejuízo de R$ 10 mi no BNB acende alerta sobre suposto laranja do Master
- Peixeira de 24 cm: enteada mata madrasta e é presa em Fortaleza
- Casa Rosa oferece ginecologia e hidro gratuita em Quixadá
- Golpe do falso advogado bancava facção; cinco são presos
Bloqueio em Ormuz eleva risco de apagão energético chinês
PEQUIM – O recente bloqueio no Estreito de Ormuz expôs, mais do que nunca, a dependência da China de rotas marítimas vulneráveis para garantir seu suprimento de petróleo, intensificando a pressa de Pequim em diversificar fontes e rotas de energia.
- Em resumo: um quinto do petróleo mundial está retido e a China corre para driblar a ameaça de desabastecimento.
Por que Ormuz virou gargalo estratégico
Cerca de 40% das importações de petróleo chinesas passam por Ormuz, segundo dados compilados por analistas do setor. Quando o tráfego no estreito foi interrompido, o preço do barril saltou, pressionando a balança comercial de Pequim. O Banco Central do Brasil monitora o reflexo disso no câmbio global, sinalizando volatilidade para moedas emergentes.
Para mitigar o risco, a China reforça contratos de longo prazo com a Rússia via oleoduto Sibéria Oriental–Oceano Pacífico e acelera o uso da Rota do Ártico, alternativa que reduz em até 15 dias a viagem do combustível até seus portos.
“Cerca de um quinto do petróleo mundial circula por Ormuz; qualquer interrupção eleva imediatamente os custos globais”, aponta relatório citado pela RFI.
Planos de contingência e impacto interno
Pequim mantém reservas estratégicas de até 90 dias de consumo, mas a pressão sobre indústrias intensivas em energia é imediata. A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis já fala em possíveis cortes de produção caso o bloqueio persista.

Historicamente, crises no Golfo elevam inflação chinesa em 0,3 ponto percentual, segundo a Universidade de Fudan. A situação deve acelerar investimentos em eólicas offshore, setor que recebeu US$ 58 bilhões em 2023, e em acordos com países africanos ricos em gás.
O que você acha? A diversificação energética de Pequim será suficiente para blindar o país de futuras crises? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
