Belo Horizonte/MG - Em entrevista recente, Paulo Borrachinha voltou a mirar Khamzat Chimaev e garantiu que, se o rival topar lutar até 93 kg, encontrará “o pior pesadelo” de sua carreira, já que o mineiro afirma render 100% sem o corte extremo de peso.
- Em resumo: Borrachinha promete força total nos meio-pesados e diz que o duelo seria “trágico” para Chimaev.
Por que os 93 kg mudam o jogo
No peso-médio, Borrachinha precisa retirar cerca de 10% da própria massa corporal, segundo estimativas do portal oficial do UFC. Sem essa drenagem, ele sustenta mais explosão e potência – fatores decisivos em lutas que, na média da divisão, duram apenas 8 min 22 s.
A mudança de categoria também acompanha a tendência do Ultimate: de 2024 a 2026, o número de atletas que migraram dos médios para os meio-pesados cresceu 21%, de acordo com dados compilados a partir dos cards do UFC.
“Nos 93 kg eu sou um monstro. Isso seria trágico para ele”, cravou Borrachinha ao podcast Submission Radio.
Impacto para o ranking e cenário do cinturão
Com o compatriota Alex Poatan agora entre os pesados, a divisão dos meio-pesados ficou sem brasileiro no top 3. Borrachinha, que nocauteou Azamat Murzakanov no UFC 327, ocupa hoje a quinta posição extraoficial e pode ser alçado a desafiante caso vença mais uma vez.
Já Chimaev, atual campeão até 83,9 kg, não pisa no octógono desde outubro de 2025. Se aceitar a provocação, terá de lidar com a menor taxa de finalizações da categoria de cima: somente 25% das lutas terminam em submissão, contra 38% entre os médios, segundo levantamento do site Fight Metric.
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