Miami, EUA – As vésperas do GP de Miami, o brasileiro Gabriel Bortoleto afirmou que as modificações feitas pela FIA no regulamento de 2026 “vão na direção certa”, sinalizando que a categoria ouviu as críticas puxadas por campeões como Max Verstappen.
- Em resumo: Mudanças estreiam já neste fim de semana e, segundo Bortoleto, devem melhorar o comportamento dos carros sem alterar drasticamente a pilotagem.
O que muda no carro a partir de Miami
Entre os ajustes aprovados estão alterações no assoalho para reduzir o arrasto e no sistema híbrido, cujo pico de potência elétrica passará dos atuais 150 kW para 180 kW. A FIA detalhou que a meta é reforçar disputas roda a roda sem elevar custos, um pleito antigo das equipes médias.
Outra novidade envolve a proibição de explorar brechas aerodinâmicas em abas laterais, tema que gerou polêmica nas três primeiras corridas de 2026. Todas as escuderias receberam um “Technical Directive” com tolerância zero a soluções que turbinem o efeito solo.
“A única maneira de avaliar será guiando, mas já é um passo certo. Não muda muito, porém atende ao que pedimos”, ressaltou Bortoleto durante a coletiva de quinta-feira.
Por que a FIA cedeu após críticas públicas
O estopim veio quando Verstappen acusou o novo pacote de tornar as corridas “menos empolgantes”. Segundo o Atlas FIA de audiência, a temporada de 2025 perdeu 6 % de público televisivo, dando força ao lobby dos pilotos. Para conter a queda, a Liberty Media negociou a transmissão global com a plataforma Max, que estreia neste GP de Miami.
Bortoleto lembra que revisões técnicas de meio de temporada não são raras: entre 2017 e 2020, seis diretrizes foram emitidas para frear avanços aerodinâmicos extremos. A diferença, agora, é a velocidade da resposta – menos de 30 dias entre a reunião em Genebra e a publicação final.
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