Cadillac Formula 1 Team – Em carta aberta divulgada recentemente, o finlandês Valtteri Bottas expôs que viveu um distúrbio alimentar em 2014, quando pilotava pela Williams, na tentativa de reduzir cinco quilos e ganhar desempenho no carro.
- Em resumo: pressão por resultados levou o piloto a “passar fome” até buscar ajuda após a morte de Jules Bianchi.
Por que o peso virou obsessão no paddock
Na era turbo-híbrida da Fórmula 1, cada grama conta. De acordo com relatório da Anfavea, a redução de 10 kg em um veículo de alta performance pode melhorar o tempo de volta em até 0,3 s, parâmetro que empurrou Bottas a adotar dietas extremas.
O finlandês relatou que sua identidade estava “100% ligada às corridas” e que ignorava qualquer alerta médico. O quadro de exaustão física e mental se agravou ao ponto de comprometer treinos e rendimento nos primeiros GPs daquela temporada.
“Basicamente, comecei a passar fome”, escreveu Valtteri Bottas na carta publicada nesta semana.
O gatilho para a reviravolta
A morte de Jules Bianchi, após acidente em Suzuka no mesmo ano, fez Bottas reavaliar prioridades. Ele decidiu procurar psicólogos esportivos e nutricionistas, citando o acompanhamento multidisciplinar como decisivo para a recuperação. Desde então, o piloto não voltou a apresentar problemas alimentares e permanece no grid, agora defendendo a Cadillac.
O relato escancara a discussão sobre saúde mental no esporte de elite. Segundo estudo da Federação Internacional de Automobilismo de 2022, 34% dos competidores admitem já ter sentido “pressão insuportável” relacionada ao desempenho, número bem acima da média da população geral.
O que você acha? A Fórmula 1 deveria adotar protocolos mais rígidos de saúde mental para seus pilotos? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação