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BRB corre para cobrir rombo de R$ 5 bi exigido pelo BC
BRASÍLIA (DF) – O Banco de Brasília (BRB) entregou, nesta sexta-feira (6), um Plano de Capital que prevê até R$ 5 bilhões em reforço patrimonial caso as investigações confirmem fragilidades, medida que pode afetar o orçamento do governo do Distrito Federal nos próximos 180 dias.
- Em resumo: BC estima necessidade mínima de R$ 5 bi; valores finais dependem de auditoria.
Por que o reforço virou urgente?
Numa reunião de duas horas na sede do Banco Central, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, entregou o documento que lista ações “preventivas”. A pressão surgiu depois que o banco gastou bilhões comprando carteiras do Banco Master, operação investigada por suspeita de gestão fraudulenta. De acordo com o Banco Central, as lacunas atuais exigem capital extra para manter o índice de Basileia dentro do mínimo legal.
Para efeito de comparação, o Relatório de Estabilidade Financeira mais recente mostra que o sistema bancário nacional opera com índice médio de 16,7%, enquanto o piso regulatório é 10,5%. Qualquer queda abaixo dessa linha aciona sanções e pode limitar a concessão de crédito.
“O plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações”, diz nota do BRB.
Impacto nas finanças do DF e próximos passos
Detentor de 72% das ações, o governo do Distrito Federal pode ter de injetar recursos ou aportar imóveis públicos, ideia já defendida pelo governador Ibaneis Rocha. Se houver uso de dinheiro do Tesouro local, a Câmara Legislativa precisará aprovar o repasse.
Entre as alternativas listadas estão a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos e aporte direto dos controladores. A decisão final sairá após a conclusão da auditoria que apura R$ 16,7 bilhões em transferências ao Master entre 2024 e 2025.
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Crédito da imagem: Divulgação
