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BRB: liquidez preservada, mas R$16,7 bi comprometem confiança
Banco de Brasília (BRB) – Um parecer interno assinado pela Associação de Advogados do banco afirma que a liquidez do BRB está “preservada”, mas recomenda incrementar o capital da instituição para protegê-la de eventos extraordinários e evitar impactos a empregos e programas sociais. (Transmissão: Globo)
- Em resumo: Parecer defende uso de nove imóveis públicos para recapitalizar o BRB; entre 2024 e 2025 o banco injetou R$ 16,7 bilhões no Master, dos quais R$ 12,2 bilhões têm indícios de fraude, segundo a Polícia Federal.
Entenda a dinâmica
O documento sugere que a Câmara Legislativa do DF aprove projeto autorizando a utilização de nove imóveis públicos como garantia para aumentar o capital do BRB, alternativa que a gestão e o governo do DF veem como proteção do patrimônio público.
O parecer ressalta que, apesar da liquidez de curto prazo, é preciso recompor níveis prudenciais de capital — uma exigência que, em última instância, cabe ao Banco Central fiscalizar e aplicar, inclusive, medidas como a liquidação se os requisitos não forem atendidos.
“O banco mantém liquidez para honrar compromissos de curto prazo e operar normalmente.”
Contexto e impacto
Entre 2024 e 2025, o BRB destinou R$ 16,7 bilhões ao Banco Master; a Polícia Federal aponta que pelo menos R$ 12,2 bilhões desses recursos envolvem operações com fortes indícios de fraude. A situação levou a governo e diretoria a buscar alternativas para recompor o capital.
O BRB convocou assembleia virtual de acionistas para 18 de março com proposta de emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias. A emissão poderia elevar o capital social de R$ 2,34 bilhões para entre R$ 2,87 bilhões e até R$ 11,2 bilhões, segundo os números apresentados pela instituição.

O Banco Central já determinou que o BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança. Entre as opções do plano preventivo entregue ao BC estão linhas de crédito, empréstimos e garantias estatais que permitiriam captar recursos em condições mais favoráveis — mas, se não honrados, implicariam na alienação dos imóveis usados como contrapartida.
O que você acha? O uso de imóveis públicos para reforçar o capital de um banco estadual é justificável diante do risco de liquidação? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
