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Britney repete Bieber: catálogo pode valer R$ 1,6 bi
Los Angeles (EUA) – Poucos meses após Justin Bieber embolsar US$ 200 milhões, Britney Spears fechou um “acordo histórico” para vender seu catálogo musical, segundo o site TMZ. Embora o valor permaneça sob sigilo, especialistas projetam cifras próximas de R$ 1,6 bilhão, inserindo a cantora na lista de transações mais caras do showbiz.
- Em resumo: Venda antecipada de royalties garante fortuna imediata, mas transfere direitos por até 70 anos.
Por que o mercado virou febre entre astros e investidores?
O boom começou ainda nos anos 1990, quando David Bowie lançou os “Bowie Bonds”. Hoje, fundos de private equity disputam catálogos como se fossem ações de empresas estáveis, pois geram fluxo de caixa previsível via streaming, publicidade e cinema. De acordo com um relatório da Febraban, ativos com retorno anual entre 6% e 10% atraem capital que antes iria para títulos de renda fixa.
Para definir o preço, analistas aplicam múltiplos de até 15 vezes a receita média dos últimos cinco anos, levando em conta tendências de plays no Spotify e sincronizações em produções audiovisuais.
“Se o catálogo mostra crescimento sustentável, o valuation pode saltar 30% sobre a média do mercado”, explica Bruno Savastano, da Powerhouse.
Quem lucrou mais até agora?
Michael Jackson segue no topo: seu acervo foi avaliado em US$ 1,2 bilhão, e a Sony desembolsou ao menos US$ 600 milhões. Logo depois vêm Bruce Springsteen (US$ 500 mi) e Shakira e Bob Dylan, ambos estimados em US$ 300 mi. A nova aposta é que Britney alcance patamar semelhante ao de Paul Simon, que recebeu US$ 250 milhões.
Essas cifras ganham contexto à luz da Lei de Direitos Autorais brasileira (9.610/98) e das regras internacionais: o comprador lucra até 70 anos após a gravação ou morte do compositor, período anterior ao domínio público.

O que muda para fãs e para a indústria?
No curto prazo, nada altera no streaming: as faixas continuam disponíveis. A diferença está nos bastidores, onde empresas especializadas negociam licenças com marcas e filmes, ampliando a exposição das músicas. Especialistas acreditam que o próximo passo será a “tokenização” de catálogos, permitindo que superfãs comprem microparticipações diretamente.
O que você acha? Você investiria em uma fatia do catálogo do seu artista favorito? Para mais análises do universo pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
