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Cabeleireiro executado no Crato após escapar de atentado
Crato/CE – Duas perdas violentas voltaram a expor a escalada de mortes no Cariri. Na tarde da última sexta-feira (6), o cabeleireiro José Carlos da Costa Figueiredo, 26, foi alvejado dentro do próprio salão, enquanto, horas antes, o vigilante Francisco Ivo da Silva, 57, não resistiu a um traumatismo craniano decorrente de acidente na BR-116 que já havia vitimado a namorada.
- Em resumo: cabeleireiro é morto no local onde trabalhava; vigilante sucumbe 5 dias após colisão que matou a companheira.
Sequência de tragédias no coração do Cariri
Por volta das 14h30, dois homens desembarcaram de uma motocicleta na Travessa Assaré, bairro Seminário, e abriram fogo contra “Carlinhos”. Meses antes, em 31 de outubro, ele já havia sido baleado no mesmo endereço, mas sobrevivera após cirurgia.
O profissional respondia a processo por tráfico, aberto em setembro de 2022, quando a polícia apreendeu drogas e balança de precisão em sua barbearia. Segundo dados do Atlas da Violência 2024, Ceará registrou taxa de 38,3 homicídios por 100 mil habitantes, acima da média nacional, e o Cariri concentra boa parte desses registros.
“Ele cortava o cabelo de um cliente quando os atiradores chegaram”, revelou uma fonte policial sobre o crime desta sexta-feira.
Do acidente à despedida do vigilante
No caso de Brejo Santo, Francisco Ivo — conhecido como “Velhão” — pilotava a moto com Hojaciana Abreu, 45, na garupa quando perdeu o controle do veículo na noite de 1º de março. A queda foi seguida pelo atropelamento da mulher por um carro que passava pela BR-116, próximo à Vila Cabeceiras. Ela morreu no local; ele foi transferido ao Hospital Santo Antonio, em Barbalha, onde veio a óbito cinco dias depois.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, colisões envolvendo motociclistas representam 71 % das mortes em rodovias federais cearenses, reforçando o alerta para condução segura e uso de equipamentos de proteção.
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Crédito da imagem: Divulgação
