Cacau ‘sangra’, é afrodisíaco e carrega 150 bactérias benéficas
Ilhéus (BA) – Mais do que matéria-prima do chocolate, o cacau reúne fenômenos bioquímicos e culturais que atravessam 9,4 mil anos, influenciam a saúde humana e movem bilhões na economia global.
- Em resumo: substâncias vasodilatadoras e 150 microrganismos vivos fazem do cacau um afrodisíaco natural e um probiótico potente.
Por que ele estimula o desejo?
Rico em metilxantinas, ácidos graxos e aminas biogênicas, o cacau aumenta a liberação de óxido nítrico, dilata vasos e intensifica o aporte de nutrientes às zonas erógenas. O efeito explica por que, desde as civilizações maia e asteca, o fruto era reservado a sacerdotes e nobres em rituais de fertilidade.
Atualmente, nutricionistas recomendam chocolates com pelo menos 50% de cacau para obter o pico de compostos bioativos. Dados do IBGE indicam que Bahia e Pará respondem por mais de 90% da produção brasileira, ampliando a oferta de variedades intensas no mercado.
“Boa parte dos benefícios está nos chocolates mais intensos, pois o amargor excessivo sinaliza defeito na torra, não qualidade”, explicam especialistas citados no levantamento.
Do líquido violeta ao tablete: a jornada que ‘faz o grão sangrar’
Durante a fermentação, a semente libera um fluido violeta; é o momento em que morre para se tornar amêndoa. Depois de seca e torrada, a casca se solta e surge o nibs, base para todo chocolate.
São, no mínimo, 150 bactérias boas que seguem vivas após a temperagem. No intestino, elas estimulam a formação de enzimas anti-inflamatórias e antioxidantes, auxiliando na prevenção de doenças cardíacas e na redução da ansiedade.

Intenso, não amargo: guia rápido do consumidor
Por regra, só pode ser chamado de “intenso” o chocolate com 50% ou mais de cacau. Quem opta por esse percentual ingere doses maiores de magnésio, potássio e vitaminas do complexo B. Já versões ao leite concentram açúcar e gordura, enfraquecendo o efeito funcional do fruto.
Números do Atlas da Violência mostram que o estresse está ligado a 32% dos casos de doenças crônicas; nutrientes do cacau atuam justamente na modulação de neurotransmissores que promovem bem-estar.
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