Cadeira de R$16 que virou ícone global e brilhou no Super Bowl
Nova York – Presente em quintais brasileiros e até no intervalo do Super Bowl, a cadeira monobloco de plástico atravessou fronteiras ao combinar baixo custo, produção recorde e forte memória afetiva, tornando-se o móvel mais usado do planeta.
- Em resumo: criadas por injeção de polipropileno, elas custam cerca de US$ 3 para fabricar e já inspiraram de Bad Bunny a museus de design.
Do laboratório ao churrasco – a rota da popularidade
A busca pela “cadeira perfeita” começou nos anos 1920, mas só ganhou escala com o engenheiro francês Henry Massonet, que em 1972 reduziu o ciclo de produção para dois minutos. A ausência de patente abriu caminho para cópias baratas que, na década seguinte, inundaram o mercado global.
Hoje, mais de 6 milhões de unidades saem anualmente de fábricas brasileiras, segundo estimativa do IBGE, impulsionadas pelo preço acessível e pela resistência ao clima.
“A monobloco é a combinação do desejo tão arraigado entre os designers de criar a cadeira perfeita, fabricada de forma industrial”, destaca Paola Antonelli, curadora do MoMA.
Entre o amor popular e a ira dos críticos
Enquanto Basel, na Suíça, chegou a banir o modelo por “agredir a paisagem”, bairros periféricos de África a América do Sul remendam pernas quebradas com arame para prolongar a vida útil. O contraste revela, segundo especialistas, a “complexa cultura do consumo” contemporâneo.

Calculada em apenas US$ 10 no varejo – pouco mais de R$ 50 –, a peça é descartável em países ricos, mas símbolo de inclusão em comunidades onde cada assento conta. Não por acaso, ela estampa a capa do álbum “Debí Tirar Más Fotos” de Bad Bunny e marcou a participação de Ricky Martin no último Super Bowl.
O que você acha? Sua relação com a cadeira monobloco é de afeto ou de repulsa? Para conhecer outras histórias curiosas do cotidiano, visite nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Kevin Mazur – Getty Images
