Calvo do Campari é preso por agredir namorada em SP
Calvo do Campari é preso por agredir namorada em SP – O influenciador Thiago Schutz, conhecido nas redes sociais como “Calvo do Campari”, foi detido em São Paulo após uma denúncia de violência doméstica apresentada pela companheira, que registrou as agressões em vídeo.
As imagens, amplamente divulgadas na internet, mostram Schutz desferindo socos e chutes contra a jovem, que pediu ajuda a vizinhos antes de acionar a Polícia Militar.
Como ocorreu a prisão
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da PM chegou ao apartamento de Schutz no final da tarde, encontrou a vítima com escoriações no rosto e efetuou a prisão em flagrante. O influenciador foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher, onde prestou depoimento e permaneceu à disposição da Justiça.
As agressões aconteceram dias depois de o casal discutir sobre ciúmes e suposta invasão de privacidade, segundo relato da vítima. A polícia colheu depoimentos de vizinhos que confirmaram a frequência de brigas no local.
Histórico de polêmicas e contexto social
Schutz ganhou notoriedade por conteúdos ligados ao movimento “red pill”, vertente que costuma ser criticada por discursos misóginos. Especialistas alertam que a propagação de ideias que naturalizam a violência de gênero contribui para casos como o registrado.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2022, o Brasil registrou 245 mil ocorrências de violência doméstica – média de 671 por dia –, reforçando a gravidade do problema. O relatório do FBSP também mostra aumento de 6% nos feminicídios em relação ao ano anterior.
Medidas judiciais e próximos passos
A Justiça analisa a conversão da prisão em flagrante para preventiva, enquanto a vítima recebeu medida protetiva que impede o agressor de manter contato ou se aproximar dela. A defesa de Schutz não se pronunciou até o momento da publicação.

Se condenado, o influenciador pode pegar até três anos de detenção, pena prevista na Lei Maria da Penha para lesão corporal em âmbito doméstico, além de responder por ameaça e danos morais.
O caso reacende o debate sobre responsabilidade de criadores de conteúdo e plataformas digitais no combate à violência contra mulheres.
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Crédito da imagem: Reprodução
