Campo exclusivo só para mulheres impulsiona JUBs em Aracaju
Aracaju/SE – Na Arena Delas, gramado público onde apenas chuteiras femininas entram em campo, a edição 2026 do JUBs Futebol inaugura um novo patamar de visibilidade para o futebol universitário feminino e pressiona outras capitais a copiar o modelo.
- Em resumo: Estrutura 100% dedicada às mulheres foi decisiva para o JUBs voltar a Sergipe depois de 16 anos.
Entenda por que a Arena Delas virou trunfo
Instalada dentro do Parque da Sementeira, a Arena Delas é gerida pela Prefeitura de Aracaju e entrou no radar da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) como diferencial logístico: a exclusividade feminina liberou horários, concentrou torcedores e garantiu maior exposição midiática. O diretor de Marketing da entidade, Paulo Souza, lembra que a candidatura superou concorrentes com estruturas maiores, mas sem política de gênero clara. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 56% dos universitários brasileiros praticam alguma atividade esportiva, porém menos de 20% encontram espaços reservados às mulheres.
Além de facilitar a grade de jogos, o campo exclusivo estimulou patrocinadores voltados para o público feminino, elevando a premiação e atraindo olheiros de clubes profissionais.
“A estrutura dedicada ao futebol feminino foi fator decisivo na escolha de Aracaju como sede. Otimizamos horários e ampliamos a visibilidade do esporte”, destacou Paulo Souza.
Números, metas e o impacto na equidade
Dos 1,5 mil atletas inscritos nos JUBs deste ano, 643 são mulheres – participação de 43%. A CBDU oferece hospedagem gratuita aos times masculinos das universidades que também inscrevem equipes femininas. A meta é chegar à paridade já na próxima edição.

Relatório do Atlas do Futebol Feminino da CBF de 2022 indica que o Brasil tem 48 mil jogadoras federadas, número 32% maior que em 2019. Especialistas apontam que iniciativas como a Arena Delas aceleram esse crescimento ao criar vitrines regionais permanentes. Para a atacante baiana Rafaela Maciel, o projeto “poderia inspirar outras cidades”, enquanto a árbitra sergipana Diana Santos reforça que a competição revela “vários talentos e potenciais jogadoras profissionais”.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil





