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Carta vazada revela Trump: “Sem Nobel, não preciso pensar em paz”
WASHINGTON (EUA) – Em comunicação encaminhada recentemente ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, o ex-presidente norte-americano Donald Trump afirmou que, por não ter vencido o Prêmio Nobel da Paz, não se sente mais “obrigado a pensar puramente na paz”. O teor da carta, revelado pela agência Reuters, reacendeu o debate sobre a influência do Nobel na diplomacia global.
- Em resumo: Trump associa sua postura internacional à ausência do Nobel e sinaliza menor compromisso com acordos de paz.
Por que a declaração surpreende?
Segundo a Reuters, Trump enviou a carta como resposta a um convite para eventos ligados ao prêmio, tradicionalmente entregues em Oslo. A menção direta à mudança de foco estratégico — condicionada a um prêmio que nunca recebeu — soou inusitada até para aliados republicanos.
Até hoje, apenas quatro presidentes dos EUA conquistaram o Nobel da Paz: Theodore Roosevelt (1906), Woodrow Wilson (1919), Jimmy Carter (2002) e Barack Obama (2009). A distinção costuma ser vista como um incentivo a agendas de desarmamento e cooperação internacional.
“Sem o Nobel, não tenho de me preocupar com a paz” – trecho da carta atribuída a Donald Trump.
Impacto na política externa e memória da “compra” da Groenlândia
A postura de Trump lembra episódios como a oferta pública para comprar a Groenlândia em 2019, iniciativa que estremeceu relações com a Dinamarca. Especialistas em Relações Internacionais veem no novo episódio um sinal de que o republicano mantém disposição para decisões unilaterais — cenário que preocupa aliados da OTAN.

Dados do Instituto Nobel mostram que, desde 1901, apenas 101 dos 140 prêmios de paz foram concedidos a indivíduos; o restante foi destinado a organizações. A análise histórica revela que líderes laureados tendem a adotar políticas pacifistas de longo prazo, resultando em aumento médio de 15 % nas taxas de aprovação externa, segundo estudo da Universidade de Oslo.
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Crédito da imagem: Divulgação
