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Cartão de crédito lidera 19 mi de dívidas e juros de 15% assustam
Brasília – Em 4 de março de 2026, um levantamento exclusivo da Recovery revelou que 19 milhões de brasileiros encerraram 2025 devendo no cartão de crédito, mesmo após o PIB avançar 2,3% e o desemprego recuar ao menor nível histórico. A combinação de inflação persistente e taxa básica de 15% ao ano tornou a fatura mensal uma bomba-relógio para os lares.
- Em resumo: Cartão responde por quatro em cada dez débitos em atraso no país.
Juros de 15% transformam gasto diário em dívida longa
Com o Banco Central elevando a Selic em 2,25 pontos no ano passado, o rotativo do cartão passou a custar, em média, mais de 400% ao ano. O cenário pressiona não só quem já atrasou a fatura, mas também quem parcela compras básicas de mercado ou farmácia.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos, cada ponto percentual extra na Selic encarece em 6% o custo final de linhas como cheque especial e empréstimos pessoais, que já somam 13,5 milhões de contratos inadimplentes — alta de 7% em 12 meses.
“Para milhões de brasileiros endividados, 2026 será crucial para a reconstrução financeira”, alerta Helena Passos, head de Dados e Planejamento da Recovery.
Sudeste concentra dívidas; Nordeste sente avanço mais rápido
São Paulo lidera o volume de cartões em atraso (4,4 milhões), seguido por Rio de Janeiro (2,4 milhões) e Bahia (1,4 milhão). Embora o Sudeste concentre o grosso dos débitos, estados nordestinos registraram o maior crescimento proporcional, apontam dados do Atlas da Violência sobre vulnerabilidade financeira.

Para especialistas da Serasa, a digitalização acelerada — 77% das renegociações já ocorrem online — pode ajudar a quebrar o ciclo do superendividamento, desde que acompanhada de educação financeira e limites mais rígidos para crédito emergencial.
O que você acha? Limitar o juros do rotativo é saída ou armadilha? Para aprofundar o tema, visite nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
