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quarta-feira, março 25, 2026

Casamento real e bandeira rebelde: show de Bad Bunny irrita Trump

Casamento real e bandeira rebelde: show de Bad Bunny irrita Trump

Santa Clara, Califórnia – No último domingo (8), Bad Bunny transformou o intervalo do Super Bowl 60 em um manifesto latino de 13 minutos que fez Donald Trump classificá-lo como “terrível” e “afronta à grandeza da América”.

  • Em resumo: casamento verdadeiro no palco, bandeira pró-independência de Porto Rico e convidados como Lady Gaga e Ricky Martin.

Casamento ao vivo, Gaga na pista e a América unida

Logo aos cinco minutos, o cantor exibiu o desfecho de um casamento real, assinando a certidão diante de 100 mil torcedores e mais de 115 milhões de telespectadores estimados, segundo dados da Billboard. A cena se ligou a “Die With a Smile”, tocada por Los Sobrinos e pela própria Lady Gaga, puxada para dançar em pleno gramado.

Entre os convidados que festejavam na icônica “casita” – réplica de uma moradia porto-riquenha – estavam Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba, reforçando o orgulho latino exibido na maior vitrine da TV dos EUA.

“Meu nome é Benito Antonio Martínez Ocasio, e se estou aqui é porque nunca deixei de acreditar em mim. Você também deveria acreditar em você”, declarou o artista, em espanhol.

Do azul-claro ao apagão: a política por trás da coreografia

O momento mais tenso veio quando Bad Bunny ergueu uma bandeira de Porto Rico com triângulo azul-claro, símbolo historicamente usado por defensores da independência. Na sequência, ele entoou “El Apagón”, subiu num poste cenográfico e simulou um blecaute no estádio, lembrando as falhas no fornecimento de energia sofridas pela ilha após o furacão Maria, em 2017.

A performance dialoga com o delicado status político porto-riquenho: embora 94 % dos moradores usem o espanhol no dia a dia, Porto Rico ainda é um território não incorporado aos EUA, sem direito a voto presidencial. A bandeira empunhada por Benito ecoa plebiscitos que, desde 1967, dividem a população entre independência, estado pleno ou manutenção do status atual.

No grand finale, o artista listou país por país – do Chile aos Estados Unidos – enquanto bailarinos exibiam bandeiras de todo o continente ao som de “Dtmf”. A bola de futebol americano com a frase “Juntos, somos a América” sintetizou o recado: o conceito de América é maior do que fronteiras.

E você? O show deveria misturar entretenimento e política? Compartilhe sua opinião e, para mais histórias do universo pop, visite nossa editoria de Pop.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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